A reunião plenária da CDL Joinville, que contou com a participação do presidente da CNDL, José César da Costa, abordou o que tem sido feito para ajudar os associados a enfrentar a crise provocada pela pandemia e também sobre o trabalho de José César na presidência do Conselho de Administração da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), formado pela CNDL, ABAD, ABRAS, ABRASCE, ABRASEL, AFRAC, ALSHOP, ANAMACO e CACB.
À frente da UNECS e da CNDL, José César disse que vai continuar trabalhando pelo fortalecimento das organizações e da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviços e Empreendedorismo. “O Brasil todo está sofrendo, em especial as micro e pequenas empresas. Em 2020 conseguimos linhas de crédito, algumas isenções por meio da construção de medidas junto ao governo federal que puderam, de alguma forma, amenizar os impactos da crise no setor. Mas precisamos continuar trabalhando em prol do comércio e dos serviços”, afirmou.
Questionado pela CDL sobre a Reforma Administrativa, José César destacou que a proposta começará a ser analisada na Comissão de Constituição e Justiça, que tem como relator o deputado federal Darci de Matos. “Infelizmente em 2020, por causa da pandemia, assuntos importantes para o país ficaram para depois. Mas precisamos voltar a tratar sobre as reformas administrativas e tributárias e outras demandas do setor”, revelou.
Entre as ações importantes para 2021, José César lembrou que o Pronampe teve prazo prorrogado em três meses para os empresários começarem a pagar a dívida, há a expectativa de tornar a linha de crédito permanente e o trabalho será voltado para que todos, inclusive os pequenos, não enfrentem dificuldades para obter o empréstimo como ocorreu no ano passado. “Também estamos em busca de novas isenções e prorrogações de tributos, além de benefícios para os empresários impactados pela pandemia”, completou.
Membros da equipe da CNDL de diversas áreas falaram sobre a entidade. Entre os destaques, as ações desenvolvidas relacionadas aos impactos da Covid-19 na entidade no ano passado e o que será feito em 2021 e a manutenção do Dia Livre de Impostos (DLI), promovido pela CDL Jovem, em maio. “Trabalhamos para remodelar Sistema CNDL para o futuro e sobrevivência das entidades, mudando foco e visão”, revelou José César.
Ao citar as ações das relações institucionais e governamentais, as principais pautas com a Câmara dos Deputados e o Senado são as reformas tributárias e administrativa, avanço nas flexibilizações das relações trabalhistas, regulamentação das feitas itinerantes, certificação digital e parcelamento do pagamento do Simples Nacional, além de outras demandas em prol do movimento lojista no Brasil.

Manter comércio aberto é possível, com responsabilidade
Assim como a CDL Joinville, a CNDL não é a favor do fechamento do comércio como forma de prevenção da disseminação do coronavírus. Segundo o presidente da CNDL, José César da Costa, as medidas punitivas decorrente de aglomerações irresponsáveis e de quem descumpre os protocolos de saúde pública, pelas quais levaram às recentes decisões de lockdown, recaiam sobre aqueles que, de maneira responsável, contribuem para o desenvolvimento social e econômico.
Segundo ele, a maioria dos estabelecimentos comerciais tem seguido e investido rigorosamente nos protocolos sanitários, como a exigência do uso de máscaras, limitação de entrada de pessoas nos estabelecimentos, disponibilização de álcool em gel, higienização e demais recomendações, com isso garantindo o funcionamento de suas atividades de forma segura e consciente. “Estamos certos de que o fechamento do comércio sem critérios claros e pré-determinados não é o melhor caminho para o enfrentamento da crise sanitária, uma vez que junto a ela reside um problema social. A medida só contribuirá para o agravamento da crise econômica do país e consequentemente para o aumento do desemprego”, revelou.
A CNDL propõe a adoção de medidas fundamentais e eficientes de combate à pandemia como a manutenção das medidas de socorro e amparo aos empregadores, empregados e negócios impactados pela pandemia. “A imunização da população, no nosso entender, é a principal arma contra a Covid-19”, completou.

